21 de julho de 2008

On the road

As coisas estão sempre mudando, ainda bem.
Há três meses, novos rumos apareceram diante de mim: mudar novamente de cidade, prá um lugar bem mais distante, um lugar que julgo ser diferente do que estou acostumada.
Medo do desconhecido? Completamente natural.

A cada mudança, muda quase tudo: a esperança se renova, mil projetos pipocam na minha mente, ficamos cheios de expectativas de que tudo seja melhor. E realmente é.
Sempre tento tirar o melhor de todas as situações, boas ou ruins. Porém por mais que eu esteja feliz, tem horas que não é tão fácil. Não tem como não sentir saudades de pessoas especiais que ficarão...mais uma vez.
Duro, muito duro...

São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, tanta coisa prá ajeitar, correr atrás, que nem paro muito prá pensar. Mas quando a noite chega, o silêncio vem, fico no meu quarto, feliz por estar indo, mas um pouquinho triste, já sentindo saudades do que foi legal aqui.

Alguns exemplos, só prá ilustrar:

Aqui eu voltei a jogar vôlei. Que amor, que paixão, que vontade de parar o tempo e fazer com que aquelas duas horas durassem para sempre. Vivia feliz de novo, fazendo algo por mim, algo que realmente me dava prazer, mais do que qualquer outra coisa nessa vida!
Dessa forma, conheci muita gente boa, que vai ficar guardada na memória. Foi muito bom enquanto durou...

Aqui conheci também outra modalidade: vôlei paraolímpico. Fui convidada um dia para treinar, gostei muito e fui ficando. Além de aprender algo diferente em matéria de esporte, aprendi mais um monte de coisas em matéria de vida. Saudades!

Aqui voltei a ser feliz como quase sempre. Felicidade existe, sim! Tem gente que acha que não, que foge dela sem perceber, justamente por não acreditar que ela existe.
Eu achei a dita cuja bem cedinho, felizmente. Viver ficou mais fácil, mais leve, mais cheiroso, muito melhor!
Anos incríveis se passaram, claro que com algumas dificuldades, mas a união venceu sempre. Amor nunca faltou.
Houve uma fase difícil, em que quase tudo se perdeu. Eu disse quase. O respeito e a amizade nos fizeram olhar adiante, mesmo que fosse praticamente impossível sermos um só de novo.
Mas nós conseguimos!
Depois disso tudo, anos ainda mais incríveis já se passaram e outros, muito melhores, virão!

Aqui, enfim, estreei na vida acadêmica. Muitas lições aprendi em apenas um semestre, que vou levar comigo aonde eu for.
E as pessoas: um menino legal, com uma garra incrível, que tem um ideal e faz de tudo para alcançá-lo. Vai longe, com certeza!
Cé: te admiro, te adoro, quero ser sua prima prá sempre...rs

Tem uma outra alma muuiito especial: uma bonequinha meiga, amiga de verdade, a melhor que alguém poderia encontrar. Essa história estava escrita, só pode ser...
Te adoro, Cê, muito, muito, muito!!!

Aqui eu morei numa casa linda, alugada, que parecia ter sido feita sob medida para mim. Tem tudo o que eu gostaria que a minha casa tivesse e fui muito feliz morando nela. Eu quis possuí-la, mas ainda não foi dessa vez. Essa ainda não é a minha Jacareí...rs
Aqui não é o meu lugar. Ou é? Quem sabe?

Aqui eu me viciei em churros de novo, em casquinha do Mc Donald's, em fazer esporte com freqüência, em fugir do frio, em receber gente, em falar de monte, em ir ao cabeleireiro (outro ser especial, inesquecível!), em comprar nas Americanas, em bordar, em ter amigos, em gargalhar novamente e ser muito feliz!

Aqui eu aprendi o que é o amor verdadeiro, o respeito às diferenças, a vender os meus bordados, a cuidar das violetas com sucesso (inédito), a olhar as crianças de um jeito melhor, a ter mais paciência, a ser menos egoísta e preconceituosa, a ser adulta (com todas as vantagens e desvantagens que isso implica). Aprendi a vencer as dificuldades que existem na vida de todos nós e a ouvir minha intuição. Também aprendi a me amar mais, compreender mais e errar menos, bem menos.

Ah, aqui eu freqüentei o cinema! Não podia deixar de contar isso.

Aqui tive Deus sempre comigo, em todos os momentos!
Chorei ao entrar na igreja daqui pela primeira vez, estranhando tudo e todos. Ontem chorei ao me despedir das pessoas, nessa mesma igreja e pensei que nem tudo é perfeito. Mas só aos nossos olhos, porque sei que não cai sequer uma folha de uma árvore sem que Deus permita, então...

Muitas coisas ainda serão feitas nessa minha última semana nesse lugar.
Hoje é segunda-feira, a doideira da mudança está só começando.
Porém eu tenho a agradável sensação de que passei por aqui e fiz a diferença na vida das pessoas, assim como elas fizeram na minha.
Saudades desde já, e força sempre!







2 comentários:

Pri disse...

adorei o texto! e absorvendo as palavras me lembrei de uma música do paulinho moska, "tudo novo de novo". vou tentar te mandar o mp3 por e-mail.

sucesso na vida nova.

bj

pri

Cecília disse...

Samy!

Adorei!!! Saiba que vc é muito especial pra mim tambem. Já sinto sua falta. Pena que a gente demorou tanto pra se conhecer, pra ir na casa uma da outra...essas coisas. Mas valeu a pena, e hoje eu falo pro Clayton com todo orgulho: eu realmente tenho uma amiga de verdade.
Adoro vc, sua família,....ah e o Clayton tambem.
Te adoro, beijos!

Ce