15 de maio de 2012

Fechando ciclos...


Ciclos começam e se encerram. Assim é a vida. E depois desse post anterior, em que disse que talvez iria fazer um outro blog, menos pessoal, não tive vontade de fazê-lo, tampouco de escrever neste aqui sobre minha vida. Então estou aqui agora, para fechar mais esse ciclo. Meu diário virtual, em que por alguns anos vim contando minhas coisas como se conversa com uma amiga na sala de estar, está “fechando as portas”.
Sempre gostei de escrever coisas felizes e importantes da minha vida, mas ultimamente não tenho tido motivos para escrever, pois:
- mesmo tendo mudado de cidade, ainda sinto saudades do meu antigo emprego, e não tem um só dia que não pense nisso. Já faz 1 ano que fui demitida e ainda não superei isso. #prontofalei! Como dizem em relação ao coração, que só se cura a dor de um amor que se foi com outro, pode ser que quanto ao trabalho também seja assim. E só vou descobrir isso quando estiver em outra empresa, ano que vem, que é quando estarei disponível para o mercado de trabalho novamente. Enquanto isso, vou vivendo minha “fossa corporativa” e seja lá o que Deus quiser.
- ando tão decepcionada com as pessoas que nem sei. E isso não é de hoje, infelizmente. Mas, falando claramente, tá foda! O ano de 2011 foi de decepções mil, de zilhões de lágrimas derramadas, de um sentimento de abandono tão grande...e que continua, sei lá por que. Confiei em pessoas não confiáveis, amei pessoas erradas, esperei por coisas que não aconteceram, rompi com pessoas que faziam parte de mim. Traumatizei! Se fosse a Samantha-otimista-do-passado que estivesse aqui agora, diria “amanhã vai ser melhor”, “no fim, tudo se ajeita”, “o tempo é o senhor da razão”. Mas a Samantha-ressentida-revoltada-decepcionada-e-que-caiu-na-real, enfim, diz: “antes só do que mal acompanhada, definitivamente” ou grita um “foda-se” bem alto! E vai vivendo, deixando o tempo passar, sem maiores explicações, sem palavras, sem comentários. Cansada de “jogar pérolas aos porcos”, de esperar o inusitado. No mundo real, o inusitado não acontece, surpresinhas legais não existem, carinho, respeito, admiração e consideração morreram. O descaso e o egoísmo tomaram conta. A falta de tempo dominou à todos. Não vamos mais regar plantas, nem mandar uma mensagenzinha qualquer, nem um agradinho nas datas especiais. Os corações estão endurecidos e, ao longo dos anos, tentei ficar imune à tudo isso, mas hoje estou jogando a toalha de verdade. Estou descrente das pessoas. Não consigo mais lutar pelas coisas que acredito, já não tenho forças para isso!
- descobri que eu era mais otimista do que feliz. Foi chato chegar a essa conclusão, mas eu sou a pessoa mais realista que conheço, e então essa é a verdade, a minha verdade!
- descobri, infelizmente, que os discursos, de um modo geral, não condizem com a realidade e isso me entristece. Continuo sendo aquela menina romântica (em todos os sentidos) que crê no amor puro, sem interesse, que vive a realidade de maneira plena, que entrega tudo o que tem por dentro sem medo de ser feliz, que abre o coração, que relata seus defeitos sem pudor. Apenas não acredito mais que exista alguém nesse mundo que realmente mereça fazer parte disso tudo, do meu mundo cor-de-rosa. Então vou me guardar um pouco, enquanto achar necessário, para meu próprio bem.
- quanto à política, à sustentabilidade, à Amazônia, às fronteiras abertas, ao tráfico de drogas, aos usuários de drogas, à violência nossa de todo dia, à corrupção em todos os níveis da sociedade, à impunidade, ao desvio do tão suado dinheiro que pagamos em impostos, ao assistencialismo exacerbado e sem resultados, à exclusão e marginalização de pessoas de todos os tipos, e à toda a podridão que estamos enfrentando dia após dia, fica aqui registrada a minha indignação mais pura, mais forte e mais fiel! Tenho medo de viver e morrer nesse mundo feio e triste.
Aos leitores de sempre, meu agradecimento.
Fim!

6 de abril de 2012

Beautiful day

Ando ausente demais, eu sei. E nem vou ficar dando aquelas desculpinhas de falta de tempo, e tal. Mas é que sou da opinião de que quando não se tem algo a falar, fica-se quieto. Sabiamente alguém disse que “as palavras valem prata, o silêncio vale ouro”. E concordo em gênero, número e grau!

Em tempos de redes sociais, 140 caracteres, ou infinitos, quem consegue ficar calado? O próprio dono do Facebook andou dizendo dias atrás que os brasileiros estão estragando o site. E concordo de novo. O povo anda falando tanta besteira que dá medo! E as pessoas que você conhece pessoalmente então? Falam coisas que você, que conhece de perto aquela realidade, sabe que são inverdades enormes e que te deixam com vontade de vomitar! Além disso, tem também o outro lado: dia desses um ser humano concluiu que minha vida é uma mentira, que não sou feliz como digo que sou, que minha vida não é perfeita como às vezes digo que é, que faço que sou o que não sou, coisa e tal. Cada um tem sua opinião, e estas devem ser respeitadas, cada um na sua, e com nada em comum! Não que isso me influencie demais, mas sim, influencia, magoa.

Por essas e outras ando meio reclusa. Vivendo minha vida normalmente, correndo como sempre com essa filharada que Deus me deu, cuidando bastante da casa e do marido, ainda desfazendo algumas caixas da mudança, e assim os dias vão passando.

Mesmo não escrevendo quase aqui no blog, tenho recebido muitas visitas. Esse é o sonho de qualquer pessoa que mantém um blog, porém tem horas que isso me assusta. Quem tem se interessado pela minha vida? Por que inventei de ser tão eu mesma na internet? Tenho medo. Pensando em fazer um outro blog, menos pessoal, menos sentimental, mais utilitário. Estou amadurecendo a idéia, tentando me organizar para tal.

É isso. Como sempre, graças à Deus, está tudo ótimo (desculpas aos descrentes), tudo andando na mais perfeita ordem, assim como deve mesmo ser.
Até mais, com um novo post, ou um link para o novo blog. Rá!

Sobre a foto: café da manhã de hoje, mesa amorosa que preparei...

3 de março de 2012

Passo Fundo Parte 2





Você Por Perto (Edu Lobo e Charlie Brown Jr.)


Quando você chegou
No meu caminho
Foi como se fosse o mar,
Você me acertou
Quando me encontrou eu
Estava sozinho
Igual a estrela do mar
Você me alcançou
Quero seguir
Com você por perto
Quero estar
Com você por perto
Pra sempre caminhar
Com você por perto
Com você por perto

Eu quero te fazer se sentir segura
Fazer
 amor contigo na minha cama ou na sua
E uma dose muito forte não vai ser suficiente
Eu...
Me sinto mais em casa quando você está presente
Eu que lutei tanto por nós
Não quero estar sozinho
Eu...
Eu sei bem qual é seu valor
Quero te ver sorrindo
O bom é...
O bom é ver quem você gosta bem
Estamos no mesmo barco
Quero que você esteja bem
Que eu possa estar ao teu lado
Quando você chegou
No meu caminho
Foi como se fosse o mar,
Você me acertou
Quando me encontrou eu
Estava sozinho
Igual a estrela do mar
Você me alcançou
Quero seguir
Com você por perto
Quero estar
Com você por perto
Pra sempre caminhar
Com você por perto
Com você por perto
Eu que lutei tanto por nós
Não quero estar sozinho
Eu...
Eu sei bem qual é seu valor
Quero te ver sorrindo.

2 de março de 2012

Vida nova


Vida voltando ao normal: minha família linda e perfeita toda unida de novo. Não tem preço!

Saí de Curitiba no dia 17 de dezembro último. Bem nesse dia fazia 17 anos que eu tinha saído de casa para morar com esse (não mais tão) rapaz que até hoje divido a vida. Coincidência ou não, nesse dia estava me sentindo exatamente como aquela adolescente que tinha certeza de que estava tomando a decisão certa. Mais uma vez eu estava tomando a decisão certa.

Cheguei aqui, fiquei por uma semana descansando da correria toda da mudança, e fui para outra cidade, ver os familiares do marido, passar Natal e Reveillón, e descansar mais um pouco, porque não sou de ferro. Nada de internet, resoluções de ano novo, etc. Vida light, sem estresse, sem horários, do jeito que eu gosto!

De volta para minha nova cidade, com um integrante a menos (já que meu filhotinho ficou na casa da avó por mais de 1 mês) começava a busca por um novo apê, pelas escolas para os filhos, e por todas as outras coisas que uma casa e uma grande família implicam.
Só na semana passada é que consegui colocar tudo (quase!) em ordem, instalar TV e internet, e dormir bem, numa cama linda e gostosa, do jeito que eu adoro e mereço!

O marido continua viajando bastante, mas com a vantagem de que quando chega em casa, estamos todos aqui. Antes dava altos paus por telefone, porque eu queria ele na minha casa mais seguido, e nem sempre dava certo. Mais um problema resolvido.

Na minha família diz-se que a criança cresce quando vê o pai. Não sei de onde saiu isso, mas o fato é que meu filhos estão crescendo muito mesmo, depois de virmos morar todos juntos. Achávamos que a mais velha tinha estacionado na altura, mas ela cresceu um pouco. A pequena não é pequena mais há muito tempo, mas agora está tão grande, cada dia mais...tem umas coxonas, uma bundona...não sei para quem puxou essa danada. As seis janelinhas que tinha na boca há dois meses já estão todas preenchidas. E por falar em dentes...meu filho perdeu um dente de leite com 1 ano e até agora nada. Estávamos acompanhando através de radiografias e visitas aos dentistas, que me garantiam que o dente estava vindo, mas devido à demora, nem acreditávamos mais. E agora, aos 11, quase 12 anos, é que nasceu. Além disso, o menino nasceu com baixo peso e passou a vida toda abaixo da média de peso e altura para a sua idade. Eis que depois que viemos prá cá, o filhote já cresceu bastante, tanto física quanto emocionalmente, e isso é muito bom.

Cada dia que passa tenho mais certeza de que, realmente, tomei a decisão certa!
Estava com saudades de postar, de contar minhas coisas, de celebrar a vida...beijos mil!

12 de dezembro de 2011

Tchau Curitiba, tchau 2011!



Hoje vim praticamente me despedir de 2011, já que amanhã a Net vem desligar minha internet, TV e fone, já que ainda nessa semana vou me mudar de cidade e estado de novo.
Quando resolvi vir para Curitiba avisei ao marido que seria a última mudança, por vários motivos. Mas agora, menos de 2 anos aqui, estou indo mais uma vez.
Pela milésima (!) vez indo morar com o marido. Toda vez faço isso, mas logo ele dá jeito de arrumar trabalho em outro canto, e lá fico eu e meus filhotes (não é proposital, mas sempre acontece). Dessa vez vai ser diferente, em nome de Jesus! Estou indo para viver plenamente minha vida conjugal, e já ordenei (poderosa!) que ele fique por, pelo menos, mais 5 anos nessa empresa. Ô meu Pai, já tomei posse da bênção! Amém!

Ando me despedindo de Curitiba há mais ou menos um mês. Nesse tempo estive no Parque Barigui (melhor lugar, disparado) por várias vezes sozinha, de bike, curtindo muito e agradecendo à Deus pela oportunidade de ter passado esse tempo aqui. Já declarei aqui meu amor a esse parque lindo. Lá eu sinto uma paz imensa, me sinto livre, feliz. Lugar totalmente alto astral, cheio de gente se exercitando de várias maneiras (bike, caminhada, corrida, patins, skate, fitness sozinho, ou com personal, ou com o cachorro, ou com o bebê, ou com o love), lugar que inspira saúde e bem estar. Uma vez um colega disse que não entendia as pessoas andando na esteira da academia que ficava de frente para um parque. Na época achei que dependia do ponto de vista. Hoje isso faz todo o sentido prá mim: bom demais sentir a brisa das árvores enquanto você se exercita, o contato com a natureza, com você mesma, com Deus...
Prá mim não tem coisa mais importante na vida. E essa cidade curte muito tudo isso, faça chuva ou faça sol, faça calor ou faça frio...

A estada aqui foi boa demais. Já havia morado em Florianópolis, que também é uma capital, mas em termos de tamanho e população, não se compara à Curitiba. Essa cidade é ótima, tem várias iniciativas legais, como o sistema de transporte público, e a preocupação com o lixo, que servem de inspiração e exemplo para outras cidades. O fato de morar num lugar especial e privilegiado da cidade não me possibilitou ver as mazelas que afetam todas as grandes cidades. O que é bom por um lado e me fez ser ainda mais fã desse lugar.

Aqui realizei o sonho de morar em apartamento. Aprendi que apartamento é como um beliche grandão: você ouve seus vizinhos de cima “dando uma” (e chega rápido à conclusão que os de baixo também te escutam...háháhá), puxando a descarga, pisando, e consegue ter uma idéia de quanto pesa cada ocupante da “cama de cima”...Aprendi que apartamento não combina com criança, por mais que a gente saiba que eles se adaptam e tal. Mas criança tem mesmo é que ter quintal, terra, grama, poder andar de bicicleta, skate. Sim, no meu prédio é proibido a criança ser criança. Ah, percebi também que, apesar da menor distância física entre você e seus vizinhos de prédio, você está completamente longe de qualquer tipo de contato que vá além do “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”. Morando em casa, parece que é tudo muito mais próximo. É um paradoxo. Você vive em cima/embaixo/defronte/ao lado de um monte de gente, mas não tem amizade com ninguém, não conversa com ninguém. Porque todo mundo chega em casa e se fecha na sua caixa de alvenaria. E no dia seguinte começa tudo de novo. Ainda estranho isso.

Agora quero uma casa na cidade nova. Não sei se vou conseguir, mas quero muito!

Hoje foi meu último domingo aqui. Fez sol e calor, algo raro em Curitiba. Fui para a rua com meus pequenos, pisar na areia, jogar bola, brincar bastante. De quebra, joguei vôlei (minha paixão) pela primeira vez nesse lugar. Pena, queria ter feito isso há muito mais tempo, mas não deu. Estou feliz porque fiz isso hoje e é isso o que importa.

Acho que não terei tempo hábil para escrever minhas resoluções de ano novo aqui no blog, mas tem aquela de sempre: emagrecer, emagrecer, emagrecer.

Beijos à todos, feliz natal e que em 2012 grande parte dos seus sonhos se realizem (vamos deixar alguns para os outros anos senão a vida perde o sentido). Os meus já estão começando...

Paz e amor, sempre!!!



20 de novembro de 2011

Faixa de Areia - Documentário lindo!


Hoje assisti pela segunda vez no canal pago GNT (o melhor!) o documentário FAIXA DE AREIA, de Daniela Kallmann e Flávia Lins e Silva (não conheço, mas pesquisei no amigo Google), de 2009.


Quando tenho essas surpresas gostosas, gosto de falar. E agradecer aos céus por ter ficado o domingo inteiro em frente à tv, e isso ter realmente valido à pena. Muito bom!

Sinopse
Resultado de uma pesquisa sobre a diversidade nas praias cariocas. As histórias que se cruzam nas areias das praias são ilustradas por escritores, artistas, prostitutas, vendedores e anônimos, todos integrados com naturalidade aos códigos praianos do Rio de Janeiro.

Pela segunda vez fiquei apaixonada, e pela segunda vez quis compartilhar. Mas da primeira não o fiz. Agora vai!

Faz tempo que estou querendo visitar o Rio de Janeiro por motivos óbvios: cidade maravilhosa, cartão-postal desse país, assunto de filme de animação...

Já estive em terras cariocas na infância, há milênios atrás, e há alguns poucos anos estou doida para voltar. Quando vejo coisas legais a respeito, a vontade se renova, e fica ainda mais forte.

Nesse documentário vê-se muita verdade, por isso mesmo é um documentário, e não uma obra de ficção. E tenho loucura pelo que é de verdade, pelo que é real. Odeio filmes de ficção científica, de ação, em que um cara consegue bater em todo mundo, sair de enrascadas impossíveis de se salvar, filmes de animais que falam, etc. Simplesmente não consigo!

O que mais me impressiona na população carioca é a alegria que eles têm. Mesmo com todas as dificuldades, com toda a pobreza em que vive sua grande maioria, com todos os problemas relacionados ao tráfico de drogas, a violência, a milícia, a bala perdida. Adoro a alegria deles, o bom humor, os corpos exalando saúde, aquela cor invejável, aquele alto astral! Eu quero ver e viver isso, de pertinho. Acho digno! 

Links VP (vale à pena): 
http://www.youtube.com/watch?v=MBNU8J9YMtQ&feature=related

PS: esse link do YouTube mostra apenas a abertura. Não encontrei na net o filme todo. Mas vale procurar melhor que eu, ou pegar em DVD. Ah, como vale!

13 de novembro de 2011

Despedidas são sempre tristes...Fato!


Coisas chatas acontecem na vida da gente, mas por vezes são necessárias. 

Meu exercício preferido na internet ultimamente tem sido digitar uma palavra, ou um pensamento no Google, e clicar em pesquisar, ou em imagem, e aparecem coisas muito interessantes, que tem tudo à ver.
Hoje digitei assim: "falar pra quem não escuta" e apareceu isso aí embaixo. Coincidência? Não, com certeza não. Diz tudo o que eu estou sentindo e pensando hoje, no ritmo perfeito.

Pra Não Dizer Que Não Falei do Ódio (Projota)

“Pra não dizer que eu não falei do ódio
Digo que isso daí não me faz bem
Então eu excluí do que minha alma contém
Ainda sinto nojo, sinto pena e raiva de alguém
Mas sei que meu jeito, meu mal, meu defeito
Fazem com que alguém sinta isso por mim também.
Cresci sem mãe, ninguém pode ocupar o lugar
Fechei meu peito e passei 7 anos sem chorar
Quando eu chorei, foi pra minha alma se lavar
Então me tranquei, me calei, me entreguei
E chorei por 7 horas sem parar
Hoje o que eu quero é só sorrir
Meu coração blindado limita as palavras
Que podem atingir
Então fala ai babaca ataca quem luta por ti
Minha alma pulveriza a faca de quem tenta me ferir
"e se" diz rashid, eu digo "e só"
Nós sabemos o que o nosso coração diz que é melhor
Cada um escuta a voz de Deus de um jeito
Então se tu quer me mudar pra que eu faça direito
Então faça você, já que tu és tão perfeito
Vejo que falta disciplina é...
Pode deixar que os mal criado a vida ensina
Coleciono parceiros na caminhada
Inimigos não coleciono, não me relaciono, não me emociono,
Por eles não sinto nada
Digo obrigado ao meu Senhor
Por ser quem sou
Por conhecer quem conheci
Por ter amado quem me amou
Por ter vivido o que vivi
E sim... obrigado Senhor
Por ter mais gente por mim, do que contra mim
Ninguém pagou minhas contas
Ninguém enxugou minhas lágrimas
Ninguém viveu minha vida
Ninguém escreveu minhas páginas...”

#Fato!

11 de novembro de 2011

PINTORES COM A BOCA E OS PÉS

Hoje recebi uma correspondência que me deixou meio desconfiada ao olhar no envelope o nome da associação PINTORES COM A BOCA E OS PÉS LTDA. O envelope era gordinho, e enquanto subia as escadas do prédio até meu apê, pensava o que poderia ser aquilo.
Abri o envelope (curiosidade é meu nome) e tive uma surpresinha gostosa: 6 cartões de natal, mais 6 envelopes, mais 6 etiquetinhas para colocar em presentes, por exemplo, e simplesmente AMEI! Tudo de ótima qualidade.
Amei porque adooooooro cartinhas, cartões, papéis de carta, adesivos, etc. E nessa época do ano, sempre vou em busca de cartões de natal para enviar aos amigos e familiares espalhadinhos pelo país. Então me veio suuuper a calhar. 
Amei também porque li as informações contidas na cartinha e após pesquisar na internet vê-se que é um trabalho sério. Vale conferir o site http://www.apbp.com.br/ para obter maiores informações sobre o trabalho das pessoas com deficiências físicas que pintam coisas lindíssimas com a boca ou os pés.
Para informação: veio junto da cartinha um boleto com valor aproximado de R$27,00. Acho justo, pois é um trabalho honesto e merece ser valorizado. Também acho legal as pessoas terem a possibilidade de vender seu trabalho, pois é o que todos nós queremos para nossas vidas. Sem falar que acho o máximo quando enviam material para a casa da gente sem pagamento antecipado. Demonstra confiança. Isso já aconteceu por algumas vezes aqui em casa, quando visitamos sites de venda de livros, mas não fizemos a compra. Em seguida enviaram os livros, acompanhados dos boletos. Gostei, acho que é uma grande jogada de marketing. Pelo menos funciona comigo. Tem gente que não gosta disso, porque não concorda que organizações tenham acesso aos seus dados, enviem material sem pedido, etc. Mas eu gosto e é isso!

PS: a imagem é de um dos cartões que recebi. Original pintado com a boca.

13 de outubro de 2011

Sonho real. Eu vou acordar!


Mesmo após 5 meses longe, ainda sinto saudades.
Essa noite sonhei de novo que estava visitando minha (ex) obra. Esse sonho tem se repetido vez ou outra e sempre é a mesma coisa (dentro do sonho): chego ao lugar, vejo as pessoas que lá permaneceram, vejo as pessoas que assumiram minha função, e meus olhos se enchem de lágrimas. Alguns me perguntam “por que você saiu?”, outros dizem “você faz falta”, outros falam “se te mandaram embora é porque alguma coisa aprontou”. E eu fico ali, tentando ser simpática com todos, tentando não demonstrar que isso ainda me faz mal, tentando ainda entender o por quê.
Quando penso nisso, vejo que continuo achando estranho, mesmo sabendo que nada acontece por acaso nessa vida, que não cai uma folha de uma árvore sem que Deus permita...Continuo levando minha vida normalmente. Ter saído de lá me trouxe muitas vantagens também, coisas maravilhosas aconteceram e ainda irão acontecer devido a essa mudança.
Mas o fato é que fiquei traumatizada. Hoje não penso mais em trabalhar numa empresa que não seja a minha, porque o mundo corporativo é difícil. Você pensa que está fazendo tudo certo, você gosta do que faz, você faz tudo com um amor absurdo, apesar das dificuldades impostas, você se doa como nunca. Você não é repreendido por ninguém, então tem a certeza de que está no caminho certo.
Você começa a conviver com uma pessoa, você percebe essa pessoa, suas qualidades e seus defeitos. Você conversa, expõe suas impressões e seus objetivos para com ela. Você escuta o que ela tem a lhe dizer. Você tenta. Você passa por cima das suas convicções para continuar vivendo em harmonia e por um bem maior, que não só o seu, mas o da organização que paga seu salário. O tempo passa e quando a situação fica insuportável, quando você já esgotou todas as suas forças e seus argumentos, você recorre aos seus superiores. Além de relatar o que está errado, você comprova com documentos. Ouve de um: “Prá mim você está certa. Por mim essa pessoa está fora!”. De outro escuta: “Fica calma, nós vamos resolver essa situação da melhor forma, para te dar uma melhor condição de trabalho.” O que você pensa diante disso? Ok, tudo será resolvido.
Parte disso se cumpre. A pessoa que está prejudicando você e a empresa é demitida. Você se sente aliviada, mas não se sente feliz. Porque não queria que as coisas tivessem chegado a esse ponto. Porque se coloca na situação do outro e fica triste com o fato de ele ter que perder seu emprego por não ouvir nem mudar quando foi solicitado. Você sabe que fez tudo o que era possível para que as coisas dessem certo.
Depois disso você começa a (pre)sentir que o clima está estranho. Você pergunta para um e para outro: “Quer me falar alguma coisa?”, e ouve um “não”. Diante disso, renega seu coração e sua intuição (que está te avisando algo) e continua seu trabalho da melhor forma, como sempre o fez. Você confia quando as pessoas dizem que irão te ajudar no que for preciso. Você divide tarefas com novos ocupantes da nave, você passa seus métodos, você aprende coisas novas, você se sente segura de novo. E então num belo dia, aquela pessoa que disse que ia melhorar sua condição de trabalho pede ao RH da empresa que providencie sua rescisão de contrato. Aquela outra que estava dividindo o trabalho com você no dia-a-dia te demite. Tenso.
Você respira fundo, o choque é grande, mas na hora você fica meio anestesiada. Você estava mesmo muito cansada, física e psicologicamente. Você pensa: há males que vem para o bem. E pega suas coisas, e ainda deixa tudo explicadinho para a outra, diz se há alguma pendência a ser resolvida, deixa tudo em ordem, etc. Sem estresse, sem escândalo, sem mágoa.
Os dias passam e você tem burocracias a resolver com essa empresa. Passado isso, a sua rotina não muda muito, pois o teu trajeto ainda é o mesmo. Você continua levando teus filhos para a escola, passando pelos mesmos lugares, nos mesmos horários, vendo as mesmas pessoas. A diferença é que antes ia para o trabalho e agora volta para casa. Você tem mil vantagens por não estar presa numa sala, mesmo assim sente saudades...
Essa é minha vida, esse é meu clube, essa sou eu!

30 de setembro de 2011

(Re) Legião Urbana nunca acabou, tenho certeza!


Ontem cheguei da rua no exato momento em que ia começar o show(zaço!!!) da Legião Urbana e Orquestra Sinfônica Brasileira no Rock in Rio, abrindo essa segunda etapa do festival deste ano de 2011.
Gente, faltou volume na minha televisão. 
O show foi lindíssimo, emocionante, foi o show da Legião que não tive oportunidade de assistir enquanto Renato Russo era vivo (falei sobre isso aqui, em 2007).
Aquela multidão toda cantava (e lavava a alma) de um jeito, com a mesma emoção que eu sentia aqui dentro da minha casa, estavam lá todos transbordando de satisfação.
A apresentação começou com a exibição de uns vídeos do Renato Russo no telão, o que, para quem é fã desde sempre, já fala por si. Depois a Orquestra Sinfônica fez um pout-porri de vários dos sucessos da banda, que emocionou ainda mais, e mostrou que, assim como disse Dinho Ouro Preto durante sua apresentação, a Legião é como uma religião, tamanha era a comoção generalizada daquele momento.
Rogério Flausino iniciou o show, seguido por nomes como Pitty, Toni Platão, Herbert Vianna, Dinho Ouro Preto, e até o próprio Marcelo Bonfá, que além de tocar, também cantou. Olha, foi lindo! 
Eu gritei, aplaudi, cantei todas, fiquei rouca, elogiei, chorei, fiquei arrepiada. Foi foda, foi energia pura, foi uma das coisas mais maravilhosas que vi nos últimos tempos em se tratando de show. 
E o legal foi ver que isso não aconteceu só comigo não: os famosos que foram entrevistados após o show também descreveram sua emoção exatamente como foi a minha. Estava realmente todo o mundo na mesma vibe. Mágico! Os artistas que estavam lá homenageando Renato Russo ao lado de Bonfá e Dado eram pura emoção. Os músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira não se continham, e pareciam não acreditar no que estavam vivendo.
Impossível era ficar imune a tudo aquilo. Impossível não voltar no tempo, nas histórias que contam aquelas músicas, no significado de cada uma delas nas nossas vidas.
Foi lindo. Desculpa o palavrão, mas foi "do caralho", não tem outra expressão!

Curte aqui o show inteiro e depois me conta se concorda comigo: http://www.youtube.com/watch?v=oQ30oipkGsM&noredirect=1 

29 de setembro de 2011

Primavera chegou...ebaaaa!


Enfim, chegou a primavera!
Em Curitiba isso não faz tanta diferença, pois as temperaturas continuam baixas. Porém o sol tem aparecido com mais freqüência, e isto, por si só, já é algo a comemorar.
Acordar e ver que tem sol muda tudo. Dá ânimo, mesmo às 6 da manhã. Você tem a impressão de que o dia vai ser maravilhoso, que tudo vai dar certo, e só o fato de já sair de casa com esse pensamento, é meio caminho andado para que tudo dê certo mesmo. E, se porventura, algo der errado, você tira de letra porque seu astral está nas alturas.
Primavera me dá vontade de ir para o parque, caminhar, ver as crianças brincar, pedalar por aí. Primavera dá vontade de fazer dieta para exibir um corpinho mais enxuto em roupinhas mais à vontade, primavera me dá vontade de namorar sem limite, sem tempo, sem por que.
Ando por aí olhando vitrines, revistas, blogs de moda. Muito floral, muita cor. Chega de preto, cinza, marrom. Nessa época tudo é mais feliz. Principalmente eu!

22 de setembro de 2011

“Ai, como sou bandida!”


Estava lembrando que comecei esse blog para me “vingar” do marido, que mantinha um blog sem euzinha aqui saber. Muito ódio do bofe! E se tem uma coisa que sou é vingativa. “Ai, como sou bandida!”, parafraseando Valéria, do Zorra Total, personagem de Rodrigo Santana.
Lembrando também, por falar em vingança, que na adolescência adorava ver minhas “desafetas” (existe essa palavra?!?) se ferrando. E essa era a minha vingança. Não fazia nada contra ninguém, mas ficava alegriiiinha quando acontecia algo de ruim com alguém que eu não era muito chegada. “Ai, como sou bandida!”
Agora, na adultice (essa deve existir, não é possível), faço umas birrinhas com o povo de vez em quando, irrito de um jeito que só eu sei, só para sentirem o que sinto quando me magoam.
Não sei se por influência do meu signo (gêmeos), tenho a tendência sempre de olhar tudo por todos os lados, analisar bem direitinho, antes de formar qualquer opinião. Quando chego ao ponto de pensar em tomar uma atitude, é porque a coisa já está muito clara para mim e tenho a certeza de que a outra pessoa precisa/merece uma liçãozinha básica. Juro, não vai doer! "Ai, como sou bandida!"
Só para deixar claro: continuo não fazendo nada contra ninguém, efetivamente, se é que posso dizer assim. Apenas mudo a mim mesma em relação aos outros, e assim consigo mudar tudo ao meu redor.
Simples assim.
"Ai, como sou maléfica".

22 de agosto de 2011

O fim do mundo. E o começo de tudo.


Durante uma semana no mês de junho estive em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Cidade em que trabalha o marido, e que resolvi morar assim que o ano letivo de 2011 terminar.

Passar este tempo lá me fez lembrar da época em que morava na também cidade gaúcha de Pelotas, cidade natal de praticamente toda a minha família.

Era em Pelotas que passava todas as férias de verão desde pequena, era lá que todos os tios e primos se reuniam nas saudosas festas de fim de ano, era lá que eu me sentia livre, era lá que tínhamos (eu e meus irmãos) turma na rua da casa da tia, brincávamos de esconde-esconde, dávamos voltas de bicicleta na quadra (assim é chamado um quarteirão naquele Estado), ia a bailinhos, festas de aniversário, tinha muitas amizades. Eu curtia muito as férias lá, afinal na época ainda existiam férias de 30 dias (que hoje é artigo de luxo). Naquele tempo, o próprio tempo passava devagar. Chegamos a ficar por lá durante 3 meses seguidos, revezando-nos entre as casas das tias e da avó. Tempo bom, muito bom!

Não podia ser diferente: com tantas idas e vindas de São Paulo para o Rio Grande, aconteceu de arrumar um namorado gaúcho. Dois anos namorando à distância, só nos vendo nas férias. Foram lindos e difíceis dois anos...A meta estava traçada, tínhamos uma certeza absurda de que tudo daria certo e saí de casa, aos 17 anos, para casar e morar com meu amor, não necessariamente nesta ordem.

Em Pelotas, vivendo com o love, comecei a ter uma vida totalmente diferente da que tinha quando solteira, completamente feliz, satisfeita, livre...Claro, uma menina de 17 anos quer mais é ser livre. Eu andava por aquelas ruas sozinha, sem ninguém para me controlar, para me dizer o que eu deveria ou não fazer, sem ter que cumprimentar ninguém, afinal era (pelo menos para mim) uma cidade grande, e eu não conhecia quase ninguém. Não que eu quisesse aprontar todas, esse nem é meu estilo, mas eu queria me mandar, essa é a realidade. Tinha um rapaz que me amava e me mimava de todas as formas possíveis, realizava todos os meus sonhos, me ouvia e entendia. E assim continua até hoje.

Vivi lá por 6 anos da minha vida. Lá tive a minha única casa própria até hoje (foi vendida há um tempão, mas ainda sinto saudades...), tive dois filhos, tinha amigas como jamais tive depois de sair de lá, tinha uma vizinha-amiga que me ajudava muito, tinha um marido que saía cedo e voltava para almoçar em casa, sesteava (costume da região que eu criticava e agora acho o máximo) e depois saía de novo. Eu era uma dona-de-casa prendada e feliz, não tinha estresse nem TPM. Nos finais de tarde tomava banho e dava banho na filha (que foi única por 4 anos e meio), então sentávamos na frente de casa para ver o movimento, conversar com os vizinhos que passavam, esperar o bem chegar do trabalho, curtir o anoitecer que só acontece – pasmem! – às 21 h (no horário de verão). Tudo isso era muito bom, a vida era mais devagar, e por isso mesmo mais gostosa.

Mudamo-nos de lá há exatos 11 anos, e continuo indo todo ano, mas é sempre tão corrido. Férias de 30 dias realmente não existem para nós e quando estamos lá, ficamos nos dividindo entre uma casa de parente e outra, e o tempo passa ainda mais rápido.

Nessa semana recente na casa do marido, pude reviver a rotina que havia ficado lá atrás: o marido vinha para almoçar em casa, ainda tinha tempo para a sesta, assistíamos ao Jornal do Almoço da RBS TV (afiliada da Rede Globo), e eu entrava em contato de novo com aquelas tradições, aquele sotaque, aquelas músicas, aquele bairrismo típico dos gaúchos, aqueles times. Foi muito, muito, muito bom! Senti saudades. Mais que isso: vi que senti falta daquilo tudo por esse tempo todo. Percebi que aquela terra é mais meu lugar do que qualquer outro. Vi minhas raízes, entendi um pouco mais daquela história, amei muito mais aquela gente.

Coincidentemente (ou não!), estava passando no Curtas Gaúchos (programa exibido todo sábado, após o Jornal do Almoço e que sempre amei) uma pequena série de 4 episódios chamada O Fim do Mundo. Naquele sábado foi ao ar o terceiro episódio, chamado A Música do Silêncio. Achei lindíssimo! Deu ainda mais saudade e certeza de que tudo lá mexe comigo de uma maneira especial. Fiquei curiosa para ver todos os capítulos, que estão disponíveis no You Tube (busque por “O Fim do Mundo RBS TV”) e te digo de antemão: valem à pena!

Capítulo 1: Sabores do Sul;
Capítulo 2: Terra de Contrastes;
Capítulo 3: A Música do Silêncio; e
Capítulo 4: O Povo do Silêncio.

PS (1): Mais informações sobre O Fim do Mundo no blog da série http://wp.clicrbs.com.br/fimdomundo

PS (2): Eu sempre achei que Pelotas fosse o fim do mundo, mas descobri que não é...ainda tem muito chão lá para baixo.

PS (3): O marido achou curioso eu ter gostado da série, por ser uma aventura sobre duas rodas, e tal...mas amor, o que gostei mesmo foi das histórias que esse povo tem para contar.

PS (4): Dia desses, altos papos com a filhona de 15 anos, e ela me perguntou: “Mãe, qual foi a melhor época da sua vida?”. Adivinha o que respondi: “Os 6 anos em que moramos em Pelotas”.

Foi lindo!

21 de agosto de 2011

Agora sim! Muito feliz!

Andei sumidinha devido à realização do meu sonho, que falei anteriormente.

Estou voltando, bem de leve, e vim contar como foi mais essa experiência na minha vida:

Queria fazer essa cirurgia de redução de seios desde os 15 anos. Não foi possível porque, aos 15, não tinha quem compreendesse meu desejo/necessidade, não tinha quem apoiasse e patrocinasse. Já adulta e casada, não tinha grana nem tempo, nem estava fixada numa cidade que oferecesse os recursos necessários. E tudo isso só fazia adiar meu maior sonho. Eis que agora tudo isso aconteceu...acho que o universo conspirou a meu favor...

Só fui para o hospital em 3 momentos da minha vida, que foram os nascimentos dos meus filhos. Momentos especiais, momentos de medo e também de extrema felicidade, momentos em que me encontrei com Deus da forma mais sutil e sincera, momentos estes em que tive provas concretas de que não somos ninguém e que não sabemos de nada. Essas três experiências me mostraram o quão grande é esse Deus, e através dessa grandeza, pude aprender tantas e tantas coisas que ainda me eram desconhecidas.

Ao nascer a minha terceira cria (mesmo momento que foi realizada a laqueadura das minhas trompas) e com a certeza de que não teria mais filhos, e portanto não precisaria mais encarar hospitais e centros cirúrgicos, sozinha no quarto do hospital, triste, com dores, orei à Deus, e falei à ele que estava desistindo de fazer a cirurgia nos seios, porque não queria mais sentir dor. Falei que estava ali porque não tinha outro jeito para tirar o bebê de dentro de mim. Falei que meus seios não eram como eu gostaria, mas pelo menos eram saudáveis, estavam inteiros. Aliás, eu estava toda inteira. Medo de encarar o bisturi por pura vaidade e a coisa se tornar pior...a gente vê tanta coisa, tanto erro médico. Naquele momento desisti disso. E entreguei às mãos de Deus.

O tempo passou, 5 anos. Fui morar em Goiás e a vontade de ter seios pequenos e alertas voltou. Porque lá é calor, e a mulherada abusa dos decotes, das alcinhas, das costas de fora. Tudo bonito, sensual. Queria poder também. Fora que só quem é mulher sabe como é chato usar sutiã no verão. Ódio mortal!

Quando tinha saído do trabalho, portanto com tempo, comecei a me inteirar dos cirurgiões plásticos da cidade, e tal...e logo veio a decisão de mudar de Estado de novo. Sonho adiado de novo. Mas nessa época, era só vontade de operar. Se não deu, beleza.

Aí venho para Curitiba. A vontade começa a virar necessidade, desejo incontrolável. Começo a pensar que não posso passar a vida toda infeliz com meu corpo. Pior: começo a perceber que se não fizer isso, não conseguirei viver direito. Começo a pensar que o que sinto não é vaidade, é necessidade grande de ser completamente feliz. Começo a olhar no espelho e pensar: “eles estão cada vez piores, deve ser a idade”. Começo a me imaginar do jeito que gostaria que fossem. Mas trabalho fora, não tenho tempo para nada. Saio do trabalho e penso: “vou juntar dinheiro para realizar meu sonho no final do ano”. Tenho um marido que apóia. Penso de novo: “vou fazer agora no meio do ano. Não agüento mais esperar!”. O marido dá apoio de novo. E o que mais eu preciso? Tempo e apoio já tenho. Falta a grana, mas isso dá-se um jeito. E assim foi.


Antes da cirurgia, na clínica.

Consulta com o médico indicado pela sobrinha. Gostei. Fiz montes de exames para ver se estava tudo ok. Estava. Dia marcado, eu e o marido na clínica. Filhos em casa, felizes por me verem feliz. Fotos do antes. Estava calma. Nem parecia aquela que odeia hospital. Papo com o cirurgião, falei meus desejos e creio que esse foi o ponto chave de tudo. Centro cirúrgico, o coração começa a bater mais forte, a voz começa a tremer. O papo com o anestesista me faz lembrar aqueles momentos difíceis dos partos cesáreos, mas que a gente esquece completamente depois que vê o rostinho daquele ser que acabamos de trazer ao mundo. Ele segura a minha mão e diz: “Fica calma, querida, você não vai sentir nada”. Ainda tenho tempo de pedir a Deus que abençoe aquele momento, que é o desejo do meu coração. O maior deles. Peço que esteja presente e guie os atos do cirurgião e da equipe médica toda ali presente. Durmo. Acordo 2:15hs depois, ainda no centro cirúrgico, toda animada e pergunto: “E aí?”. O médico me fala: “Você está linda, parece uma adolescente. E ficou bem magrinha...olha aí!”. Abaixo a cabeça levemente e vejo meus meninos lindos, muito mais alertas do que um dia pude supor que ficariam, estão realmente lindos! Ainda meio “grogue”, durmo de novo e acordo horas depois, querendo ir para o quarto, ver meu marido, vir prá minha casa, ver meu filhotes. E também para eles verem que estou bem.


Depois da cirurgia, ainda na clínica.

Isso foi dia 14 de julho de 2011. Já se passou 1 mês e 1 semana. Nada fáceis, diga-se de passagem. O melhor de tudo é que não senti nenhuma dor, nada. Isso é maravilhoso, e quase inacreditável. Só acredito porque sou eu, pois se alguém me dissesse que não havia sentido dor alguma depois de abrir e fechar o peitoral quase todo, nunca ia crer. Ainda estou em recuperação: não faço quase nada de trabalho doméstico, dirijo para levar os filhos à escola com muita parcimônia, tomo banho sozinha, mas com limitações, não posso lavar meu cabelo, nem pentear, nem prender, nem nada que tenha que erguer os braços. Para todas essas coisas, dependo de meus filhos, que são quem me ajudam. Retorno ao médico toda semana, para acompanhar a evolução. Mesmo com todo o cuidado que estou tendo, um pedaço de costura se abriu num dos seios, ainda está com curativo e requer atenção... Depender de outras pessoas tem sido a pior parte para mim, já que sou independente desde sempre, costumo fazer tudo sozinha, na hora que dá na telha. A casa anda bagunçada e a roupa para lavar acumulada, mas tenho que esperar o tempo da filha para ver as tarefas do dia-a-dia realizadas. Isso quase me mata. Mas é assim, um exercício de paciência muito grande. Nessas horas, mais uma vez, vejo o quanto nosso corpo é perfeito, e o quanto Deus foi sábio ao criar todas as coisas. Só damos valor a isso quando ficamos imobilizados de alguma forma...

Ando experimentando umas roupas minhas que antes ficavam boas e agora estão perfeitas com a nova comissão de frente. Ponho e tiro tudo com muita dificuldade ainda, com muito cuidado, mas a ansiedade e curiosidade pelo resultado são maiores do que tudo. Muita hora nessa calma...”logo estarás plena, Samy!”, digo para mim mesma.


Três semanas depois da cirurgia...é o máximo que posso mostrar aqui...rs

Contudo, estou imensamente feliz. Estou satisfeita, agradecida, modificada por dentro e por fora, enfim, estou feliz, feliz, feliz, não tem outra palavra. Aguardando o momento de ter “alta” realmente, de poder voltar a levar a minha vida normal, de poder usar as roupas que sempre quis e nunca pude, de poder ser eu de verdade, sem encanações e sem medo. Sempre me achei bonita, mas agora me sinto linda, leve, inteira. Me sinto um pouco gordinha/inchada, de tanto dormir, descansar, repousar, ficar deitada, e fora isso apenas comer...é só o que posso fazer. Mas assim que estiver 100%, dou jeito nisso, pois para tudo tem um jeito. O que mais me importa é que meu sonho foi realizado, deu tudo certo, agora sou outra pessoa. Posso viver tudo o que quero e mereço, posso sonhar outros sonhos, posso sentir o mundo de outra forma, mais linda, mais livre, mais feliz!

6 de julho de 2011

Música de hoje: Abrigo de Areia



Faz muito tempo que não posto música aqui no blog...fazia tempo que não parava para ouvir...mas essa aí compensa: linda, calminha...

Abrigo de Areia
Trevisan

Pra isolar meu corpo de qualquer mal
Pra me imunizar da febre do seu temporal
Não quero nem estar do seu lado pra me acostumar
A te ter sempre
E não poder largar

Como um vício
Tomando conta até dominar
Por dentro da alma
Se trancar pra não se soltar mais

Se pra longe eu fui
Foi por seu amor
Pois se eu ficar
Minha vida pode parar
Um paraíso paira
Sob o seu olhar
Que me olha calmo
Só pra me abençoar

Com um olhar de ouro
Que brilha até me ofuscar
Na areia que me abriga um sonho
Pertinho do mar


Sobre a foto: olhando para o mar, em Floripa, só para variar.

5 de julho de 2011

Diário Quase Diário: Até com calo no cérebro

Diário Quase Diário: Até com calo no cérebro: "Estou sempre pensando, pensando, pensando...assim mesmo, sem parar. Estou sempre querendo fazer algo, querendo achar respostas, querendo p..."

Até com calo no cérebro


Estou sempre pensando, pensando, pensando...assim mesmo, sem parar.
Estou sempre querendo fazer algo, querendo achar respostas, querendo perguntar, querendo mudar, querendo realizar. Perco o sono durante a noite pensando. De dia, sou capaz de ficar sem fazer nada aparentemente visível, só pensando. Ou também realizando várias atividades e, mesmo assim, pensando sem parar.

Depois dos últimos acontecimentos, como minha demissão, comecei a querer empreender. Preciso fazer algo que me complete e que eu tenha a certeza que posso dedicar meu tempo, meu amor e meu esforço sem que, de uma hora para outra, alguém me mande ir embora.

Depois de 7 dias respirando outros ares, vendo outra gente, ouvindo outro sotaque, cheguei à conclusão que quero/preciso me mudar de novo. Louco, improvável. Quando vim para cá (Curitiba, cidade linda e friiiia) prometi para mim mesma e também para todos que me cercam que seria a última vez. Nada! A geminiana aqui até demorou para mudar de idéia, mas já que mudar (tudo) faz mesmo parte de mim, "bora" outra vez. E louca, já contando os dias, os meses, já vendo os imóveis pela internet e já fazendo planos para cada um deles, já querendo fazer o tradicional bazar (venda de móveis e afins, para poder comprar tudo novo na casa nova). Ansiosa, cheia de idéias...
Nesse quesito, pesaram muitas coisas para eu mudar de idéia:
- sete dias convivendo com o marido trouxeram vantagens inúmeras, óbvias (não preciso nem comentar, né?) e outras mais subjetivas, mais internas e sentimentais. Passei a enxergar coisas que nunca tinha imaginado, lembrei de tempos passados e felizes, lembrei dos tempos do sul. Voltarei para lá o quanto antes, apostando na melhoria da nossa qualidade de vida, em todos os sentidos. Contando os dias, mesmo, muito, incansavelmente!
- as crianças, principalmente a caçula, nem sabia mais como era conviver com o pai no dia-a-dia, que o pai vai trabalhar e volta na hora do almoço, que vai trabalhar de novo e de noite está em casa. Parece óbvio isso, mas não é. Foi o que percebi. E na realidade, parando bem para pensar, faz realmente muito tempo que não convivemos dessa maneira. Me pergunto agora: que vida é essa?
- grana. É, já que estamos pagando dois aluguéis, dois condomínios, sustentando duas casas e viagens a cada 15 dias, então a coisa pesa um pouco. Mais que isso: não estamos tendo vantagem nenhuma nisso, bem pelo contrário. Então temos que mudar a situação. Chega logo, fim do ano!
- fiquei sentindo-me vazia e solitária agora, mais que sempre. Não posso mais viver assim, de jeito nenhum! Preciso muito viver o que ainda não pude, de uma maneira que ainda não pude. Agora posso e estou aqui sozinha. Ninguém merece!

Outro acontecimento também tem me feito pensar e contar os dias: depois de 19 anos de espera vou realizar o meu maior sonho, que é a minha cirurgia plástica. Lembro-me que aos 15 anos, consultei com um cirurgião e estava começando a realizar os exames pré-operatórios e o médico fugiu da cidade pequena que eu morava, devido a um erro médico que ele cometeu. Tenso! E ele era o único na cidade. Então tive de adiar. E foi bom, pois nesse tempo todo tive as crianças e agora o momento é perfeito prá isso. Estou contando os dias também, mas nesse caso está bem mais perto. Será nesse mês. Feliz, feliz, feliz! Vou ficar ainda mais quando puder tirar o sutiã do pós-operatório e ver meus menininhos lindos como nunca. Louca para que o tempo passe logo e eu possa comprar roupinhas legais, vestidos lindos e biquínis que fiquem perfeitos no meu corpo...não vou mais sair chorando das lojas...ebaaaa!

Já que pensar tem sido meu esporte favorito, tenho analisado as amizades que fiz aqui, trabalhando por mais de um ano no mesmo lugar. “Amizades que fiz”? Achei que tivesse feito amizades, mas as pessoas que trabalharam comigo simplesmente passaram pela minha vida, apenas convivemos durante esse ano. Percebo sempre, em todo o lugar por onde passo, que me apego demais às pessoas, mas as pessoas não se apegam tanto quanto eu. Sou sincera e realista, principalmente em relação à mim mesma. Não preciso fazer média com ninguém, não preciso ter vergonha dos meus sentimentos. Toda vez é a mesma coisa: se eu não ligo, não procuro, ninguém me liga também...estou aprendendo com a vida. Nunca fiz força para agradar ninguém, e continuo desse jeito. Quem gosta, gosta pelo que realmente sou, e quem não gosta, não gosta e ponto. Sempre acredito na manutenção das coisas, do amor, da família, das amizades. Sempre rego minhas plantinhas, mas também jogo fora sem pestanejar quando vejo que não estão desenvolvendo, que não está havendo troca. Está dito.

Pessoas, estou feliz, muito! Estou ansiosa esperando pelo que é meu.
Beijos!

20 de maio de 2011

Às avessas


Ando cansada de tanta informação, de tanta coisa.
Você vem prá internet e são tantos sites, tanto blog, redes sociais, tanta coisa a tirar teu tempo das coisas que realmente importam. Sim, porque não vou morrer se não entrar no Facebook por uns dias, se não der uma olhada nos vários links, se não vir o video do momento no You Tube.
Tem que usar, mas não pode ser refém.

Posso sim, morrer: se não tiver amor, se não puder cuidar do que é meu, minha prole, minha vida (a de verdade), se não puder escrever, divagar sobre o que se passa no meu coração, se não tiver um pouco de poesia, se não puder dizer o que sinto, mesmo que pareça piegas...isso sim pode me matar!